No final da década, separados os Sheiks, Paulo de Carvalho forma uma série de bandas. Primeiro, a Banda 4, com o antigo colega de banda Edmundo Silva. Duram pouco tempo mas chegam a gravar um EP, em 1968, que musicalmente pouco tinha a ver com os Sheiks. Estavam numa linha mais soul e psicadélica. Logo a seguir, forma os Fluido, que dão continuidade a esse psicadelismo musical. Nem uma banda nem outra teve qualquer impacto. Porque coincidem com os anos em que Paulo de Carvalho fez a tropa, os concertos devem ter sido poucos (ou nenhuns?) e, por isso, os discos passaram despercebidos. No entanto, as músicas dos Fluido voltariam a aparecer num disco de Paulo de Carvalho, editado em nome próprio, em 1970.
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
domingo, 29 de março de 2015
quinta-feira, 26 de março de 2015
sábado, 4 de janeiro de 2014
' A Invasão Britânica' (1964): Parte 2
Os Sheiks tiveram origem nos Windsors, um conjunto da Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa, pouco depois de estes conhecerem Paulo de Carvalho. Formados por Carlos Mendes na guitarra ritmo, Paulo de Carvalho na bateria, Jorge Barreto no baixo e Chaby Miranda na guitarra solo, decidem então mudar o nome do conjunto. Já com uma atenção, pouco comum na altura, para o marketing, recorda Paulo de Carvalho, que se juntaram “num café na Avenida Guerra Junqueiro, o Copacabana, e cada um trouxe vários nomes. Qual era a ideia? Um nome pequeno, com primeira sílaba acentuada, e que pudesse ser lido aqui e no estrangeiro. Por isso, de entre vários nomes escolhe[ram] Sheiks". Entretanto sai Jorge Barreto e entra Edmundo Silva, vindo do Conjunto Mistério e levando o grupo mais a sério, decidem arranjar um técnico de som, Henrique Graça, e um manager, Rui César Simões.
Com o primeiro EP, editado em 1965, a chegar ao terceiro lugar do top de vendas e um contrato como banda residente da boîte O Tosco, os Sheiks começam a ser convidados regularmente para animar festas e bailes em faculdades, assim como festas particulares. Seguem-se aparições na televisão e revistas e o lançamento de inúmeros EP’s. Entre 1965 e 1966, como António Duarte no seu A Arte Eléctrica de Ser Português constata, pode dizer-se que se vivia uma sheiks-mania.
Atingindo proporções internacionais, os Sheiks viram nesses mesmos anos os seus discos serem editados em Inglaterra, Brasil, Espanha e França e em 1966 são contratados para substituir os Troggs, como banda residente do Bilboquet, um clube de jazz parisiense com boîte no piso inferior. Deste período em Paris fica um registo discográfico e um convite, que não puderam aceitar, para voltar para um concerto no Olympia e aparições na televisão.
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| (retirado de osreisdoyeye.blogspot.com) |
A partir de 1970 opta por uma carreira a solo, explorando também outras áreas artísticas. Os restantes membros prosseguem igualmente carreiras a solo.
Os Sheiks voltam, no entanto, a juntar-se em 1979, altura em que editam dois LP’s, Pintados de Fresco e Com Cobertura. Separam-se mais uma vez mas durante as décadas seguintes juntam-se ocasionalmente culminando, em 2008, num espectáculo teatral onde, de uma forma humorística, recontam as histórias da banda nos anos 60, intercalando com músicas de então.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
terça-feira, 27 de setembro de 2011
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