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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Rock 'n' Roll em Portugal (1955-1959): Parte IV


Babies

Igualmente na década de 50 surgem, em Coimbra, Os Babies, um conjunto que também toca rock ‘n’ roll. Formado por José Cid no rabecão, piano e voz, António Portela no piano e acordeão, António Igrejas Bastos na bateria e voz, e Carlos Nazaré na guitarra, o conjunto dura cerca de três anos mas não ficam registos a não ser fotográficos. Desfeito o grupo José Cid prossegue a sua carreira formando, em 1959, o Conjunto Orfeão de Coimbra juntamente com Daniel Proença de Carvalho, José Niza e Rui Ressurreição. Estes persistem durante algum tempo até que José Cid decide ir viver para Lisboa e juntar-se ao Conjunto Mistério. Rui Ressurreição também continuaria no mundo da música, fazendo posteriormente parte do Clube de Jazz do Orfeão Académico e mais tarde do Conjunto Hi-Fi e dos Álamos.

Pedro Osório
Com a maioria da imprensa centrada em Lisboa, a cobertura em termos musicais em relação ao Porto é quase inexistente. Das poucas referências existentes é a de Pedro Osório (1939-2012) que a partir de 1957 começa a fazer aparições públicas nas rádios e televisão. Em 1960 grava com o seu conjunto, formado por Francisco Ferreira da Silva, Pedro Nuno e José Couceiro, o EP Namorico da Rita. Um disco de quatro músicas de música ligeira com alguns contornos rock "civilizado". Nesse mesmo ano edita mais três discos, sempre com músicas mais ligeiras do que propriamente rock, e cantadas em português, inglês, francês e italiano, conforme ditavam as leis do mercado. No ano seguinte voltam a gravar mais um disco e só em 1967 é que Pedro Osório volta a estúdio em nome próprio. Nas décadas seguintes este tem uma prolífera carreira musical, fazendo parte dos Quinteto Académico e acompanhando ou fazendo arranjos musicais a Paulo de Carvalho, Luís Cília, Sérgio Godinho, José Almada, entre outros.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 26

Apesar de tudo Portugal continuou a investir nas colónias estimulando o seu desenvolvimento, com universidades, estradas, hospitais, aeroportos e dando isenção fiscal aos investimentos estrangeiros.

Também a indústria do entretenimento continuava a desenvolver-se, com Joe Mendes a organizar concertos e festivais com as bandas locais, como os Night Stars, Os Demónios, Os Dragões ou os Beatnicks. Foi nesse ano que se realizou também o 1º Grande Festival Yé Yé de Angola, com conjuntos de Malanga, Carmona, Nova Lisboa e Luanda e a eleição de Miss Yé-Yé e Miss Mini-Saia.

Em Moçambique organizaram-se os Encontros de Juventude Laurentina. Formaram-se novas bandas como os Sprits do Norte de Angola, os Play-Boys de São Tomé, os Joviais, os Palancas e o Conjunto Oliveira Muge de Moçambique ou os Inflexos, que tocavam sobretudo em boites dos hotéis, como a Comandante ou a Taverna. Tambem dentro dos acampamentos militares, com soldados membros de antigos conjuntos, formam-se novos grupos. Os Pop 6, situados em Luanda eram constituídos por membros dos Espaciais, do Porto, e de Os Rebeldes. Os Kapas, em Bissau, tinham na sua formação membros dos Titãs e dos Guitarras de Fogo da Caparica. Também Zeca do Rock fez por lá uma nova banda e foi para entreter os soldados que se marcaram digressões do Conjunto João Paulo na Guiné Portuguesa e Moçambique, dos Álamos, entre outros.