quinta-feira, 27 de abril de 2017

"Os Hippies e os Gangsters"

É já na década de 70 que estreia o filme "À Tout Casser" de John Berry que em português terá o nome "Os Hippies e os Gangsters". Dez anos depois de ter "chegado" a Portugal, Johnny Hallyday continuava a ser um nome de referência apesar de já quase não editar discos por cá.



domingo, 9 de abril de 2017

"Dançando ao Sol"

Antes da "invasão britância" encabeçada pelos The Beatles, houve uma primeira investida liderada por Cliff Richard e pelos The Shadows. Em Portugal foram muito bem recebidos dando origem a uma série de "conjuntos tipo The Shadows", como então denominaram os grupos que tocavam instrumentais surf. O próprio Cliff Richard teve algum culto não só por causa da músicas mas também porque, à semelhança de Elvis Presley, foi actor em vários filmes. Em 1964, ele e os The Shadows, entram em "Wonderful Life" de Sidney J. Furie. Por cá o filme estreia com o título "Dançando ao Sol" e a revista Plateia publica um número especial inteiramente dedicado ao filme, com algumas páginas a cores, algo raro na altura.

 
 


sábado, 8 de abril de 2017

"A popularidade dos Beatles nunca foi grande entre nós" (Parte 4)

«De volta aos “chefes da cultura da música pop”, no final da década, tanto nos jornais como nas revistas, sobretudo nas novas, escreveu-se um pouco mais sobre a sua música. Entendia-se que depois de “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” a pop tinha subido de nível, chegado “a um estado com o qual não se sonhava: o da arte”. Como se lia n’O Século, “agora os Beatles são músicos a sério” e comparavam-nos, inclusivamente, com Schubert. No Diário de Lisboa, com o seu jornalismo mais informado, crítico, e que em entrelinhas contornava os vigilantes como podia, salientou-se como os Beatles tinham trazido “uma nova perspectiva à música moderna”. Tanto a nível internacional como nacional, como se percebe nos discos dos Jets, dos Quarteto 1111 e da Filarmónica Fraude.

Mas por essa altura, “os quatro campeões de Liverpool” já estavam divididos entre a música,  cinema e a meditação e separados entre si. Algo que fez com que, em termos mediáticos, cada um ganhasse o seu espaço individual. A maior parte da atenção recaiu, por razões óbvias, sobre Paul McCartney, cuja estadia em Portugal serviria para propagandear o Algarve, e sobre John Lennon. Já com Yoko Ono, entre 1968 e 1969, fala-se da excentricidade do casal – chegaram a ser capa do Diário de Lisboa – assim como dos seus vanguardismo e experimentalismo, tanto na música como no cinema. Mas isso já é outra conversa, outra revolução. A décima talvez...

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Voltando ao início, conforme comentava o director comercial da Valentim de Carvalho, «os Beatles nunca tiveram grande êxito entre nós». Talvez porque não tenham vendido tanto como se esperava. Mas sobre eles escreveu-se mesmo muito. E porque já nem todos temos tempo nem paciência para folhear esses jornais, fica aqui compilado o melhor do que então se publicou. “Dear Sir or Madam, will you read this book?”»

"A popularidade dos Beatles nunca foi grande entre nós" 
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

"A popularidade dos Beatles nunca foi grande entre nós" (Parte 3)



«Estava-se em 1968 e se em Portugal ainda “não havia” o L.S.D. nem sequer a erva que aquele e outros jornalistas referiam, pelo menos a partir desse ano iria ter-se uma, ou a, Drug Store…Situada numa cave da Avenida da Liberdade, em Lisboa, esta “Mini Carnaby Street”, como optimisticamente a descreveram, continha boutiques, uma discoteca e snack-bar e seria aí onde se venderia “vestuário de motivos decorativos mais ou menos psicadélico”, os novos discos assim como cartazes e artefactos hippies importados. Puderam alguns viver dessa forma, com outras cores e sons, a dita “primavera marcelista” … Em termos de publicações, é nesse período de maior abertura do Estado Novo que aparece A Capital, um jornal que também não ganharia grandes simpatias da parte do regime, embora dissesse pretender ser mais popular do que político. É também nesse final de década que surgem as revistas Cine Disco, Mundo Moderno, Mundo da Canção e a Clube 21. Geridas por gente comprometida com as novas causas juvenis, expressavam-se aí novas perspectivas que se reflectiam na linguagem gráfica, agora mais livre, colorida ou até psicadélica.»





"A popularidade dos Beatles nunca foi grande entre nós" 

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