Antes da "invasão britância" encabeçada pelos The Beatles, houve uma primeira investida liderada por Cliff Richard e pelos The Shadows. Em Portugal foram muito bem recebidos dando origem a uma série de "conjuntos tipo The Shadows", como então denominaram os grupos que tocavam instrumentais surf. O próprio Cliff Richard teve algum culto não só por causa da músicas mas também porque, à semelhança de Elvis Presley, foi actor em vários filmes. Em 1964, ele e os The Shadows, entram em "Wonderful Life" de Sidney J. Furie. Por cá o filme estreia com o título "Dançando ao Sol" e a revista Plateia publica um número especial inteiramente dedicado ao filme, com algumas páginas a cores, algo raro na altura.
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domingo, 9 de abril de 2017
domingo, 22 de janeiro de 2017
quinta-feira, 14 de maio de 2015
sábado, 12 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 5
Já perto do final
do ano, as eliminatórias são intercaladas com uma novidade: os concertos
estrangeiros. A aderência da parte do público aos concursos justificavam o
investimento e por isso assiste-se, no espaço de dois meses, à vinda a Portugal
de três grandes nomes da música pop-rock
internacional: The Searchers, The Animals e Cliff Richard com os Shadows.
Organizado por Vasco Morgado, os The Searchers, esse conjunto
de “aspecto lavado e nada gadelhudos”, como descreve a imprensa, tocam em
Lisboa, no Teatro Monumental, a 2 e 3 de Novembro, em duas sessões por dia, acompanhados
pelos Satins e tendo como primeira parte os Dakotas, os Sheiks
e os Ekos. “Delírio e mais delírio foi a nota sensacional deste
extraordinário espectáculo”.
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| (retirado de guedelhudos.blogspot.com) |
A 7 de Dezembro também no Teatro Monumental, apresentam-se
os The Animals, "soberbamente ferozes”,“com suas jubas,
roncos, esgares, etc. Impossível distinguir a música que tocaram”. Foi “de
ensurdecer. Ainda por cima, a juventude que formava 97 por cento do público,
nada deixou ouvir, com a gritaria infernal com que acompanhou a exibição dos
seus ídolos.” Como nota, referia a imprensa, que “antes, exibiu-se o grupo do
italiano Gino Paoli. É de uma banalidade perfeita. Não aquece nem arrefece.
Podia ter ficado em Itália".
A 11 e 12 de Dezembro, no Cinema Império é estreia, já tardia, de Cliff Richard com os Shadows."Cinco rapazes -
normais, sem cabeleiras excessivas, simpáticos, sem exuberâncias de
exteriorização, moderados sem crises patéticas de frenesi, mas extraordinários
de virtuosismo nos ritmos modernos", descrevia o Diário de Notícias de
então.
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| (retirado de guedelhudos.blogspot.com) |
No ano seguinte, no Carnaval no Monumental seria a vez
dos Les Problèmes de Luís Rego. Partindo de Portugal em
1962 com a desculpa de querer aprender a tocar guitarra, Luís Rego fixa-se em
Paris onde forma os Les Problèmes que viriam a ser a
banda de suporte de Antoine. Em 1966 são convidados
para vir tocar a Portugal mas Luís Rego, dado como desertor, é preso, apenas
conseguindo voltar a França daí a dois meses...
quarta-feira, 20 de abril de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 20
A par dos Sheiks, que entretanto tinham conseguido chegar ao terceiro lugar do top de vendas e a um contrato com a boite Tosco, a grande banda destes anos foram os Ekos. Foram eles quem mais vendeu nesse ano, sendo os seus discos dos poucos que conseguiam esgotar a primeira edição, e gabavam-se de ter recebido cerca de 10.000 postais e cartas. Tocando em hoteis como o de Ofir e o da Póvoa, foi no entanto em Albufeira que conheceram Cliff Richard, que os aconselhou a cantar em português, e que se reflectiu na entrada de Zé Luís para a banda. Apesar de terem de cumprir o serviço militar, os Ekos continuaram até 1970 e gravaram seis EP's, além de uma colaboração com Magdalena Pinto Basto.
O ano termina com três grandes concertos: The Searchers a 2 e 3 de Novembro no Teatro Monumental, com os Satins, ingleses que mais tarde gravaram um EP com Fernando Conde, e na primeira parte os Dakotas, os Sheiks e os Ekos; os The Animals, também no Teatro Monumental, com primeira parte de Gino Paoli, a 7 de Dezembro.
O Diário de Notícias deixou "um aviso: não tragam os Beatles! Será o fim do Monumental - teatro e cinema - a avaliar pelo delírio que ontem provocaram The Animals. (...)Gritos estridentes, ininterruptos, agudos, lancinantes, um uivo sincopado de yé-yé, definindo quase um sentimento de dor"[1].
Rendido, O Século disse escreveu que "não é possível fazer crítica (musical) ao espectáculo que Vasco Morgado apresentou ontem (com um êxito de bilheteira que esgotou duas salas até ao tecto) no Monumental. Eram The Animals e soberbamente ferozes eles se apresentaram com suas jubas, roncos, esgares, etc. Impossível distinguir a música que tocaram. De ensurdecer. Ainda por cima, a juventude que formava 97 por cento do público, nada deixou ouvir, com a gritaria infernal com que acompanhou a exibição dos seus ídolos. Antes, exibiu-se o grupo do italiano Gino Paoli. É de uma banalidade perfeita. Não aquece nem arrefece. Podia ter ficado em Itália"[2].
A 11 e 12 de Dezembro foi a vez de Cliff Richard com os Shadows no Cinema Império: "Cinco rapazes - normais, sem cabeleiras excessivas, simpáticos, sem exuberâncias de exteriorização, moderados sem crises patéticas de frenesi, mas extraordinários de virtuosismo nos ritmos modernos - apresentaram-se ontem pela primeira vez em Portugal oferecendo ao público jovem de Lisboa, na sala do Império, uma outra face da música ligeira actual. E, pelos vistos agradaram totalmente."[3]
O ano termina com três grandes concertos: The Searchers a 2 e 3 de Novembro no Teatro Monumental, com os Satins, ingleses que mais tarde gravaram um EP com Fernando Conde, e na primeira parte os Dakotas, os Sheiks e os Ekos; os The Animals, também no Teatro Monumental, com primeira parte de Gino Paoli, a 7 de Dezembro.
O Diário de Notícias deixou "um aviso: não tragam os Beatles! Será o fim do Monumental - teatro e cinema - a avaliar pelo delírio que ontem provocaram The Animals. (...)Gritos estridentes, ininterruptos, agudos, lancinantes, um uivo sincopado de yé-yé, definindo quase um sentimento de dor"[1].
Rendido, O Século disse escreveu que "não é possível fazer crítica (musical) ao espectáculo que Vasco Morgado apresentou ontem (com um êxito de bilheteira que esgotou duas salas até ao tecto) no Monumental. Eram The Animals e soberbamente ferozes eles se apresentaram com suas jubas, roncos, esgares, etc. Impossível distinguir a música que tocaram. De ensurdecer. Ainda por cima, a juventude que formava 97 por cento do público, nada deixou ouvir, com a gritaria infernal com que acompanhou a exibição dos seus ídolos. Antes, exibiu-se o grupo do italiano Gino Paoli. É de uma banalidade perfeita. Não aquece nem arrefece. Podia ter ficado em Itália"[2].
A 11 e 12 de Dezembro foi a vez de Cliff Richard com os Shadows no Cinema Império: "Cinco rapazes - normais, sem cabeleiras excessivas, simpáticos, sem exuberâncias de exteriorização, moderados sem crises patéticas de frenesi, mas extraordinários de virtuosismo nos ritmos modernos - apresentaram-se ontem pela primeira vez em Portugal oferecendo ao público jovem de Lisboa, na sala do Império, uma outra face da música ligeira actual. E, pelos vistos agradaram totalmente."[3]
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