Apesar de tudo, para a maioria dos portugueses a música continuava a ser o fado e o nacional-cançonetismo. 1964 foi o ano da primeira participação de Portugal no Concurso Eurovisão da Canção, representado por António Calvário. Mas, por mais mérito que esse tivesse, a Plateia continuava a receber cartas acerca de que a rádio e a televisão não mostravam o twist , nem passavam música de feita fora de Lisboa. "Dança macabra" ou "diabólica", como lhe chamaram alguns jornais, continuava mal vista, quando não era proibida.
Mas foi também nessas revistas que as bandas começaram a encontrar um espaço e os fans um forma de comunicar com os seus ídolos. Notícias, entrevistas, cartas abertas, fotografias, os discos da semana e letras de músicas começaram a tornar-se regulares nas páginas de revistas como a referida Plateia, Rádio & Televisão, Álbum da Canção, etc.
Os concursos de votação nos melhores cantores e grupos, como o "Microfone de Ouro", possibilitavam uma interacção que era complementada pelos clubes de fans. Admiradores começaram a coleccionar livros de autógrafos a que os artistas tinham dever de assinar, tal como tinham o de responder a cartas, telefonemas e enviar fotografias.
Programas de rádio como "Ouvindo as Estrelas", "Enquanto for Bom Dia" e o "Ritmo 64", complementavam tudo isto. No cinema, "Pão, Amor e Totobola" (1963), de Henrique Campos, contava com a presença de Zeca do Rock, e em "A Canção da Saudade" (1964), também de Henrique Campos, participou Victor Gomes com os seus Gatos Negros. Em 1965, o Conjunto João Paulo entra no filme "Férias em Portugal" e o Quinteto Académico no "Domingo à Tarde", de António de Macedo