quarta-feira, 19 de abril de 2017
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 6
domingo, 9 de fevereiro de 2014
' A Invasão Britânica' (1964): Parte 9
Os Night Stars formam-se em 1963 em Lourenço Marques com Bob Woodcook na voz, Mário Sousa na guitarra, Alexandre Rodrigues nas teclas, viola ritmo e vozes, Guita no baixo e Carlos Alberto na bateria tendo estes dois últimos saído pouco depois e entrado Noel Cardoso para o baixo e Dino Antunes para a bateria. É com esta formação que em 1964 gravam o primeiro EP, um disco com forte influência de rock 'n' roll e surf. Em 1965 gravam o segundo EP e são os escolhidos para ir ao Concurso Yé-Yé do Monumental de 1966 onde ficam num polémico 3º lugar. Gravam nesse mesmo ano o terceiro disco, que contêm Eu Sei, música com a qual ganharam o Prémio Peninsular no referido concurso, além de outras três faixas que demonstram uma maior influência de rhythm&blues ou garage-rock. O grupo acaba poucos anos depois devido ao serviço militar.
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| (retirado de bigslam.pt) |
Embora oriundos de Ovar, e formados ainda na década de 50, o Conjunto Oliveira Muge só começa a fazer carreira em 1962 quando vão para Moçambique, onde passam a actuar regularmente na rádio, televisão e festas. Cantando em inglês, português e italiano em 1964 são considerados pela imprensa “O Melhor Conjunto de Gente Nova”, e em 1965 gravam o primeiro EP. No ano seguinte vão a África do Sul onde gravam o disco com o seu maior êxito, A Mãe. Em 1968, o Conjunto Oliveira Muge regressa a Portugal mas volta para Moçambique onde continuaram a tocar até 1974, altura em que o grupo se separa e retorna a Portugal.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 22
O Concurso de Yé-Yé do Teatro Monumental foi o que atingiu maiores proporções, recebendo bandas de todo o Portugal, incluindo ilhas, Moçambique e Angola.
Avaliados por dois júris, um técnico e um de ié-ié, constituídos por "distintos músicos profissionais e um grupo de jovens entusiastas entendidos em ié-ié", as bandas competiam para um primeiro primeiro prémio de 15.000 escudos, um segundo de 10.000 escudos e um terceiro de 5.000 escudos. Além disso havia a taça do programa "Passatempo Juvenil", "a Philips oferecia uma telefonia e uma Philishave, a Casa Gouveia Machado uma viola Eko de 12 cordas no valor de 4.360$00, um microfone Shure no valor de 2.520$00 e uma tarola Sonor, com suporte, no valor de 1.720$00, o Salão Musical de Lisboa oferecia uma bateria, uma viola, uma guitarra, uma pandeireta e três harmónicas de boca, a Casa Galeão uma mala de viagem, a Casa Pinheiro Ribeiro cinco metros de tecido, a Casa J. Nunes Correia seis gravatas, a Sapataria Lord um par de sapatos, a Loja das Meias cinco gravatas e a Casa J. Pires Tavares dez frascos de água de Colónia."[1]
Apresentada por Henrique Mendes, a primeira eliminatória realizou-se a 28 de Agosto de 1965 e participaram Os Martinis de Elvas, Os Átomos de Lisboa, Os Dakotas de Almada, Magic Strings de Oeiras e os Jovens do Ritmo de Leiria. "O público entregou-se vibrantemente ao espectáculo e estabeleceu tal gritaria, tantas palmas, assobios e cantorias que em dados momentos era difícil distinguir os dois campos de som: o palco e a sala"[2]. As eliminatórias seguiram-se e contaram com a participação de quase cem bandas, entre as quais os G-Men do Entroncamento, que mais tarde deram origem à Filarmónica Fraude, os Black Boys de Santarém, Os Gringos de Torres Novas, Os Monstros e Os Diabólicos de Lisboa, Flechas de Oliveira de Azeméis, Guitarras de Fogo da Caparica, Penumbras e Os Morcegos de Olhão, Os Clips da Trafaria, Os Ratones de Vila Real de Santo António, os Boys de Coimbra que dariam origem aos Álamos e Conjunto Universitário Hi-Fi, Os Neptunos do Montijo, entre muitos outros.
"Atenção! Barulho que não permita o júri ouvir os conjuntos, objectos atirados para o palco, distúrbios na sala são motivos para a expulsão do espectador que assim proceder sem que a organização lhe devolva a importância do bilhete. A juventude pode ser alegre sem ser irreverente".
Venceram o concurso, na final realizada a 30 de Abril de 1966, com lotação esgotada e com polémica, Os Claves. Em segundo ficaram os Rocks, de Angola, que vinham pela primeira vez a Portugal, em terceiro o Conjunto Night Stars de Moçambique, em quarto os Jets de Lisboa, em quinto os Ekos, em sexto os Chinchilas da Parede e em sétimo os Espaciais, empatados com os Tubarões de Viseu.
Ou seja, os "ritmos modernos da nova vaga" tinham atingido definitivamente o país todo e apesar dos estudos, trabalhos e situação militar todos tinham uma banda. Em quartos, salas ou garagens, com instrumentos cada vez melhores que agora podiam pagar graças a um circuito de locais para concertos que se tinha estabelecido por todo o país, tudo servia de pretexto para dar azo à criação musical.
Na zona de Lisboa, tocavam em boites como Maxime, Mónaco, Bico Dourado, Caruncho, Ronda, a Falena, no Estoril, ou a Concha, em Sintra, e, no resto do país, na Pato Bravo, em Portimão, na LB, na Póvoa do Varzim, no Garcia de Resende, em Évora, ou no Pax Júlia, em Beja. Isto além de teatros, cine-teatros, hotéis, casinos, clubes de praia ou festas de beneficência, na televisão e cada vez mais também fora de Portugal, em Badajoz, Madrid e Paris.
[1] Luis Pinheiro de Almeida in http://guedelhudos.blogspot.com, 16.10.2007
[2] O Século, citado em http://guedelhudos.blogspot.com, 16.10.2007.
sábado, 2 de abril de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 16
Não foi só Portugal Continental que não ficou imune à "invasão britânica". Na realidade, ela chegou a todo o seu "império" de ilhas, colónias e ex-colónias. Na Madeira, João Firmino Caldeira, um empresário local, organizou com patrocínio do jornal Madeira Popular, um concurso para promover as bandas locais que se iam formando. O prémio seria uma ida ao continente. Participaram o Conjunto João Paulo, que ficou em primeiro lugar, Os Demónios Negros, que também deixaram o Funchal pouco depois, Os Incríveis, que foram para o continente dar concertos em casinos e hotéis, Os Dinâmicos, Celso e os Atómicos e Alberto Freitas e o seu Conjunto.
Em Angola, o Cinema Restauração organizou e deu a conhecer bandas como os Rocks de Eduardo Nascimento, vencedores neste concurso da taça Angola Films, os Herbert et les Jeunes, Joe Mendes e os Electrónicos e Os Incógnitos, entre outros. Em Moçambique surgiram os Night Stars, Os Rebeldes e Os Inflexos.
Foi também neste ano de 1964 organizado o 2º Festival Musical de Macau, a qual assistiram cerca de 2.500 espectadores. Território ocupado por portugueses desde o século XVI, devido à sua localização geográfica foi, desde sempre mas principalmente, nesta altura, um ponto de cruzamento de culturas e influências, que vinham de Hong Kong, Londres, Paris, Estados Unidos e Austrália, devendo mais a estas do que a Portugal.






