quinta-feira, 23 de março de 2017

Paula Ribas Rock and Roll?!?

Nem as editoras nem as revistas souberam arrumar a Paula Ribas. Ora representava o twist em Portugal - oiça-se a sua "Vamos Dançar o Twist", onde chega a ensinar alguns passos para acompanhar esse novo ritmo - ora era cançonetista. Tanto tentavam apelar ao público mais novo como impingiam-na ao mais velho. O texto da contracapa do EP "Gostava de Ser o Sol" é disso exemplificativo: «Os apreciadores de música moderna, incluindo "rock and roll", vão certamente rejubilar com estas novas gravações a cançonetista Paula Ribas". Duvido.


Mas é verdade que a música de Paula Ribas encaixa em vários géneros. Da sua longa e prolifera (e hoje esquecida) carreira destaque-se a versão que faz de "Pena Verde" do cantor português radicado no Brasil, Abílio Manoel.



domingo, 19 de março de 2017

Françoise Hardy na Mundo da Canção (1970)

No final da década de 60, Françoise Hardy já não é vista um rapariga yé-yé mas como uma "cantautora", influenciada por Leonard Cohen, de quem faz uma versão de "Suzanne", e Bob Dylan, que em tempos a perseguira e dedicara um poema. Apesar de já não ter o impacto de outrora, os seus discos continuam a ser editados em Portugal e algumas das suas letras são publicadas na "Mundo da Canção".



sábado, 18 de março de 2017

Françoise Hardy "em Portugal" (1968)

É Arnaldo Trindade quem edita os discos de Françoise Hardy em Portugal. Em 1968 sai "Comment Te Dire Adieu", um disco que inclui uma versão e uma música escrita por Serge Gainsbourg e uma versão de Leonard Cohen, indícios do caminho que vai seguir. A fotografia da capa é (mais uma vez) de Jean-Marie Périer.





quarta-feira, 15 de março de 2017

Marianne Faithfull "em Portugal"

Marianne Faithfull chega a Portugal por arrasto. É importada como mais uma rapariga yé-yé, embora inglesa. E vem junto com os Beatles. A versão que gravou de "Yesterday" é editada em Portugal em 1965, num EP com mais três músicas.


Apesar da imagem de menina angelical, que o próprio nome sublinha, esta é rapidamente destruída a partir do momento em que se associa aos The Rolling Stones. Pouco tempo depois já é descrita como "original e inquieta" para logo ser ignorada.


Marianne Faithfull só voltaria a ter alguma visibilidade neste país no início dos anos 80 quando é por cá editado o álbum "Broken English".

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Com curiosidade acrescente-se que Derek Jarman realizaria vídeos para três músicas desse disco: