domingo, 12 de março de 2017
sábado, 11 de março de 2017
sexta-feira, 10 de março de 2017
quinta-feira, 9 de março de 2017
France Gall na Pop Cine (1967)
Portugal teve a melhor relação com a França durante as “invasões britânicas”. A música francesa esteve sempre presente, e de forma massiva, no mercado português, especialmente os discos das raparigas do yé-yé. Entre elas, as mais populares foram a Françoise Hardy e a Sylvie Vartan. Embora não tendo o destaque destas, recorrentes nas páginas da imprensa portuguesa, France Gall também teve o seu lugar, especialmente depois de ter participado no Festival Eurovisão de 1965.
terça-feira, 7 de março de 2017
segunda-feira, 6 de março de 2017
Elvis Presley "In The Ghetto"
Depois do seu "comeback" de '68, Elvis Presley volta a estúdio. Uma das primeiras músicas que grava é "In The Ghetto".
A música, inicialmente chamada "The Vicious Circle", foi escrita por Mac Davis, embora ele tenha assinado com o nome do filho, Scott. Numa entrevista conta:
A revista "Mundo da Canção" chega a imprimir a letra de "In The Ghetto".
A música voltaria a ser ouvida em 1977 quando esse mesmo disco é reeditado. E em 1984, quando Nick Cave & The Bad Seeds a regrava.
A música, inicialmente chamada "The Vicious Circle", foi escrita por Mac Davis, embora ele tenha assinado com o nome do filho, Scott. Numa entrevista conta:
My daddy was a small building contractor. There was a guy named Alan Smith that had worked for him for years and years. He was just like part of the family. He was a black man and his little boy, Smitty Junior, was my age and he and I used to play together. Our daddy's would be working and in the summertime Smitty would hang out with me. They lived in a really funky dirt street ghetto. Today's term would be a ghetto. The term 'ghetto' had started to become popular to describe the urban slums. The word was used during the Holocaust to describe those situations but they hadn't used it in an American context until the late Sixties. Smitty Junior lived in a part of Lubbock called Queen City. They had dirt streets and broken glass everywhere. I couldn't understand how these kids could run around barefoot on all that broken glass, I was wondering why they had to live that way and I lived another way. Even though we weren't wealthy or anything it was a whole big step up from the way that Smitty Junior had to live. (...)
A child is born in a situation, his father leaves and he ends up acting out and becoming his father. Being born and dying and being replaced by another child in the same situation is basically what I was talking about. Dying is a metaphor for being born into failure. Being born into a situation where you have no hope. If you listen to the song it's more poignant now than it was then. Instead of getting better it's gotten worse. Back then we had gangs and violence in a few cities, now we have it in almost every American city.(...)
Elvis improved on "In The Ghetto." In fact, it was Elvis' idea to add another "and his mama cries" at the end of that song. I didn't write that in there originally. The song originally finished (sings) "And another little baby child is born ...in the ghetto." That was the end of it. Elvis threw in (sings) "and his mama cries." To me the circle had been done but he just emphasized it by saying "and his mama cries" again. I think he definitely improved it by doing that. It would have been a hit without him doing it but I still think he improved it.Esta música foi gravada juntamente com "Suspicious Minds", "Kentucky Rain" e "Don't Cry Daddy" no início de 1969. No ano seguinte são editadas em Portugal sob a forma de dois discos, "In The Ghetto" e "Suspicious Minds".
A revista "Mundo da Canção" chega a imprimir a letra de "In The Ghetto".
A música voltaria a ser ouvida em 1977 quando esse mesmo disco é reeditado. E em 1984, quando Nick Cave & The Bad Seeds a regrava.
domingo, 5 de março de 2017
sábado, 4 de março de 2017
sexta-feira, 3 de março de 2017
"Operação Dinamite" (1967)
“Operação Dinamite” é um filme realizado por Pedro Martins com Nicolau Breyner, Armando Cortez, Glória de Matos, Simone de Oliveira, Helena del Rubio, Eduardo Cortez, Francisco Nicholson, Henriqueta Maya, Carlos José Teixeira. Rodado entre Junho e Agosto de 1966, em Lisboa, Cascais, Arrábida e Luanda. o filme estreia a 19 de Abril de 1967 no Cinema Odeon em Lisboa.
José de Matos-Cruz, no seu livro “O Cais do Olhar” (1999) descreve
o enredo:
«A temerária missão dum agente
secreto americano, Max, que desafia todos os perigos no decorrer duma luta sem
tréguas, para se apoderar dum "dossier" secreto, roubado dos arquivos
do Pentágono, e que se suspeita ter caído nas mãos dum bando de espiões que
actuam em Lisboa, e pretendem levá-lo para o Oriente...»
Com argumento de Francisco Nicholson, “Operação Dinamite” é
uma comédia sem piada que parodia os filmes de acção e espionagem então em voga
- 007 e todos os seus sucedâneos - sem ter, contudo, qualquer força, entusiasmo
ou mesmo emoção. Saldanha da Gama, no Diário da Manhã, só poderia estar a gozar quando descreve «o
desempenho de Nicolau Breyner refreado na sua exuberância e que na pele de um
agente secreto se mostra tão à vontade nas passagens amorosas como nas cenas de
rija pancadaria…»
A banda-sonora é da responsabilidade de Eugénio Pepe e do conjunto Rueda+4. Estas viriam a ser editadas sob o formato de EP na Riso e Ritmo Discos, de Francisco Nicholson. Além disso ouve-se ainda Simone de Oliveira e o Duo Ouro Negro.
É precisamente na música que reside um dos pontos de
interesse deste filme. Não nas dos Rueda+4,
que não são particularmente interessantes, mas na sequência em que se vê e ouve
o Duo Ouro Negro a tocar no
“Sanzala”. Graças a este filme, ficámos com um registo cinematográfico tanto do
Duo a tocar ao vivo como desse “Restaurant Typique Dancing” do Campo Grande,
como descrevia publicidade da época, de “ambience totalmente Africaine”.
Apesar de Lisboa e arredores terem sido, efectivamente,
palcos de manobras de espionagem de contornos internacionais especialmente
durante a II Guerra Mundial, tal facto raramente foi explorado pelo cinema
português. Ao “estilo internacional” que este género de filmes exige sobrepôs,
quase sempre, o “estilo nacional” do humor à Parque Mayer e do romantismo
barato e moral. Fizeram melhor trabalho escritores e realizadores estrangeiros assim
como António de Macedo no seu “Sete Balas para Selma”.
Para terminar, acrescente-se que o lucro do filme, segundo a
publicidade da época, destinou-se ao “Fundo de auxílio às famílias dos
marinheiros mortos em campanha no Ultramar”.
quinta-feira, 2 de março de 2017
João Alves da Costa (Jets) sobre os Beatles
Depois de os Jets acabarem, o baterista João Alves da Costa envereda pelo jornalismo. Nas páginas do Diário Popular publica uma série de colunas entre as quais esta sobre "Salazar e os Beatles". "Dizia-se"...
quarta-feira, 1 de março de 2017
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017
Almada Negreiros e o Zip Zip (1969)
A 26 de Maio de 1969 é emitido o primeiro "Zip Zip", um programa da RTP realizado por Luís Andrade apresentado por Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouveia. Seguindo o formato importado de talk-show este consistia em entrevistas a artistas, escritores, e não só, momentos musicais, sobretudo de intervenção, e sketches mais ou menos cómicos. Tudo gravado ao vivo, aos sábados à tarde, no Teatro Villaret, em Lisboa.
A mascote foi desenhada por Manuel Pires tal como o genérico que posteriormente foi musicado pelos Quarteto 1111 e por alguns membros do Quinteto Académico.
No referido primeiro programa o convidado especial foi Almada Negreiros. Na fotografia, à porta do Teatro Villaret.
Seria ele quem desenharia a contracapa do primeiro LP da Discos Zip Zip.
Embora o programa de televisão tenha acabado a 29 de Dezembro de 1969, a editora continuou. Foram eles que lançaram muita música de intervenção nos anos seguintes mas também algum rock. Foi o caso de alguns discos de T-Rex e dos dos portugueses Xarhanga.
A mascote foi desenhada por Manuel Pires tal como o genérico que posteriormente foi musicado pelos Quarteto 1111 e por alguns membros do Quinteto Académico.
No referido primeiro programa o convidado especial foi Almada Negreiros. Na fotografia, à porta do Teatro Villaret.
Seria ele quem desenharia a contracapa do primeiro LP da Discos Zip Zip.
Embora o programa de televisão tenha acabado a 29 de Dezembro de 1969, a editora continuou. Foram eles que lançaram muita música de intervenção nos anos seguintes mas também algum rock. Foi o caso de alguns discos de T-Rex e dos dos portugueses Xarhanga.
domingo, 26 de fevereiro de 2017
Fluido (1970)
No final da década, separados os Sheiks, Paulo de Carvalho forma uma série de bandas. Primeiro, a Banda 4, com o antigo colega de banda Edmundo Silva. Duram pouco tempo mas chegam a gravar um EP, em 1968, que musicalmente pouco tinha a ver com os Sheiks. Estavam numa linha mais soul e psicadélica. Logo a seguir, forma os Fluido, que dão continuidade a esse psicadelismo musical. Nem uma banda nem outra teve qualquer impacto. Porque coincidem com os anos em que Paulo de Carvalho fez a tropa, os concertos devem ter sido poucos (ou nenhuns?) e, por isso, os discos passaram despercebidos. No entanto, as músicas dos Fluido voltariam a aparecer num disco de Paulo de Carvalho, editado em nome próprio, em 1970.
sábado, 25 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
"Minuto Zero" (1967)
Não foi só no "Discorama" que se viram conjuntos portugueses. Muitos apareceram de forma regular na televisão, nos mais variados programas. Foi o caso do "Minuto Zero", de José Mensurado, onde em Janeiro de 1967 tocaram os Sheiks, os Quinteto Académico e os Duo Ouro Negro, entre outros.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Discorama (1967)
Em 1967 surge um programa de televisão dedicada à nova música portuguesa chamado "Discorama". Da autoria de Luís Andrade, Dinis de Abreu e Carlos Cruz e apresentado por este último, semanalmente apresentam novidades, sob a forma de "telediscos" realizados pela própria equipa do programa, entrevistas, reportagens e até debates. Com uma linguagem inédita, "dinâmica" e "ousada", como descreveram na altura referindo-se quer os ângulos quer aos aos movimentos de camara e montagem, foi graças ao "Discorama" que temos vídeos como este dos Jets, para a música "Let Me Live My Life":
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
domingo, 19 de fevereiro de 2017
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