Já com algum nome dentro de outros géneros, 1963 é também
o ano em que Paula Ribas vinga no twist. Nascida em Faro, Paula Ribas estreia-se ainda na década
de 50 no Serões para Trabalhadores, conseguindo nos anos seguintes
actuar por todo o país e até ter projecção internacional. Em 1963 grava a
música pela qual hoje é conhecida, Vamos Dançar o Twist, onde tenta ensinar
os passos dessa dança. A sua carreira prolonga-se por mais uns anos cruzando-se
regularmente com as novas correntes pop/rock
sobretudo no final da década de 60, apostando sobretudo em versões das quais se
destaca a versão de “Pena Verde” de Abílio Manoel.
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sábado, 8 de junho de 2013
"Os Verdes Anos" (1960-1963): Parte 9
Já com algum nome dentro de outros géneros, 1963 é também
o ano em que Paula Ribas vinga no twist. Nascida em Faro, Paula Ribas estreia-se ainda na década
de 50 no Serões para Trabalhadores, conseguindo nos anos seguintes
actuar por todo o país e até ter projecção internacional. Em 1963 grava a
música pela qual hoje é conhecida, Vamos Dançar o Twist, onde tenta ensinar
os passos dessa dança. A sua carreira prolonga-se por mais uns anos cruzando-se
regularmente com as novas correntes pop/rock
sobretudo no final da década de 60, apostando sobretudo em versões das quais se
destaca a versão de “Pena Verde” de Abílio Manoel.quinta-feira, 9 de maio de 2013
Os Verdes Anos (1960-1963): Parte 3
Estava-se em 1961 e numa altura em que "o público est[ava] arreigado à ideia, aliás
falsa, de que o rock é uma música para teddy boys, uma música para
transviados e que concorre para actos menos dignos". Por essa
razão, cuidadosamente, alguns músicos optam por uma "nacionalização do rock",
como lhe chama Zeca do Rock, por "criar um estilo de Rock português" para afastar essas conotações.
| (retirado de guedelhudos.blogspot.pt) |
Assim, a partir daí, começam a fazer e a ouvir-se músicas
com nomes como Nazaré Rock e Hino a Jesus, assim como versões
instrumentais e "modernas", à Shadows,
de temas tradicionais, como o Vira da Nazaré, tocado pelos Titãs ou o Alecrim tocado pelo Conjunto Mistério. Por opção ou por obrigação, o que é certo é que tocar temas populares era uma
forma de agradar a novos e velhos e de conseguir mais oportunidades de tocar ao
vivo em bailes e festas privadas sem causar grande alarido. Opção que fazia
algum sentido especialmente quando os jovens músicos dependiam dos cachets
recebidos nestes circuitos para pagar as prestações dos instrumentos. Caso contrário, como
constata António Duarte no livro A
Arte Eléctrica de Ser Português, quando “os bailaricos em liceus, em
colectividades ou centros de convívio não chegam para arranjar a massa, são os
pais que cobrem a despesa das prestações"…
![]() |
| (retirado de aja.pt) |
Os alinhamentos dos conjuntos nestes anos consistiam,
por isso, nessas versões de temas populares, adaptadas a ritmos modernos, ou
não, mas também versões portuguesas de êxitos internacionais. Esta era também uma
das exigências das editoras, caso quisessem gravar e, como tal, era comum que
os conjuntos se dedicassem a essa “arte” da imitação, que, de resto, como se
verá mais adiante, era louvada e premiada pelas instituições e autoridades. A
criatividade e a originalidade dos conjuntos limitava-se, nessa forma redutora
e auto-censória, à tradução livre da letra inglesa e a algumas composições dos
autores que talvez tivessem sorte de alguém gostar…
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Os Verdes Anos (1960-1963): Parte 2
Tal como Os Conchas, Daniel Bacelar
começa a cantar por influência dos seus ídolos americanos e rapidamente se
tornou o “Ricky Nelson português”. Natural de Lisboa, tinha 17 anos quando grava
o seu primeiro disco, o 7” repartido com Os
Conchas, mas, ao contrário destes, toca dois originais, Fui Louco por Ti
e Nunca. Auto-descrevendo a sua música como do "género cowboy, isto é, género Ricky
Nelson" neste disco é acompanhado pelo Conjunto
Jorge Machado. A esta primeira experiência segue-se o EP onde é acompanhado
pelo Conjunto Abril em Portugal e, de
seguida, pelos Gentlemen. Estes
acompanham-no em três discos, onde exploram outros estilos então em voga, desde
o surf ao twist, cantando em português, espanhol e inglês.
Mas, tal como a maioria dos conjuntos portugueses, devido
aos estudos e ao serviço militar, os Gentlemen
também não duram muito e Daniel Bacelar, nos
últimos dois discos, é acompanhado pelos Siderais
e pelos Fliers. Apesar de ter gravado
um total de seis discos, além daquele com Os
Conchas, e de ter tido uma das mais prolíferas carreiras dentro do género
durante toda a década, Daniel Bacelar opta
por ingressar os quadros da TAP Air Portugal, como forma de ver o mundo lá fora.
No entanto, ainda hoje, Daniel Bacelar canta e grava com os amigos dessa época.
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quinta-feira, 1 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
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sábado, 21 de janeiro de 2012
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domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
domingo, 31 de julho de 2011
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