No final da década, separados os Sheiks, Paulo de Carvalho forma uma série de bandas. Primeiro, a Banda 4, com o antigo colega de banda Edmundo Silva. Duram pouco tempo mas chegam a gravar um EP, em 1968, que musicalmente pouco tinha a ver com os Sheiks. Estavam numa linha mais soul e psicadélica. Logo a seguir, forma os Fluido, que dão continuidade a esse psicadelismo musical. Nem uma banda nem outra teve qualquer impacto. Porque coincidem com os anos em que Paulo de Carvalho fez a tropa, os concertos devem ter sido poucos (ou nenhuns?) e, por isso, os discos passaram despercebidos. No entanto, as músicas dos Fluido voltariam a aparecer num disco de Paulo de Carvalho, editado em nome próprio, em 1970.
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domingo, 26 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
"Minuto Zero" (1967)
Não foi só no "Discorama" que se viram conjuntos portugueses. Muitos apareceram de forma regular na televisão, nos mais variados programas. Foi o caso do "Minuto Zero", de José Mensurado, onde em Janeiro de 1967 tocaram os Sheiks, os Quinteto Académico e os Duo Ouro Negro, entre outros.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 22 de junho de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 9
Apesar do sonho
comum de qualquer jovem ser o de um dia ir à televisão, esta pouco mostrava o
que estes queriam ver. A R.T.P., pouco
atenta, só em 1965 é que emite um programa inteiramente dedicado à
"música moderna". Com o nome de Ritmo!, apresentado Henrique Mendes este
programa contou com a presença dos Sheiks, Duo Ouro Negro, Victor Gomes, Ekos, Conjunto Académico João
Paulo, Fernando Conde assim
como Shegundo Galarza, Victor Campos e o seu Conjunto, Conjunto Mário Simões, Conjunto Eugénio Pepe que se
adaptaram aos "ritmos modernos nova vaga".
Ocasionalmente os
conjuntos eram convidados para participar em programas de variedades ou
juvenis. Apenas em 1968 apareceria o Discorama…
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 6
O ano de 1966 começa com as quatro meias-finais do Concurso Yé-Yé do Teatro Monumental,
realizadas semanalmente durante o mês de Janeiro.
À final, realizada apenas a
30 de Abril, chegam os Os Claves, Os Rocks, Night
Stars, Jets, Ekos, Chinchilas, Espaciais,
os Tubarões e os Sheiks. Estes últimos, os favoritos das
meias-finais, no entanto não puderam participar uma vez que já tinham um
contrato para um concerto em Coimbra nesse dia...
Quando chega a noite da final
"a sala quase ia pelo ar...O entusiasmo atingiu o rubro, novos e velhos
batiam palmas, os corpos ficavam possessos do ritmo electrizante...". Nas
páginas das revistas dizia-se então que o "yé-yé é o rei e o twist dançado
em delírio pelos mais entusiastas, que não resistem a invadir o palco. As
guitarras eléctricas mal se ouvem. Já não são precisas, o ritmo toma os corpos
e a mocidade lisboeta vibra a valer." São então atribuídas as
qualificações finais, sendo o primeiro lugar atribuído aos Claves, o segundo aos
Rocks e o terceiro aos Night Stars.
Em quarto lugar
ficaram os Jets, em quinto os Ekos, em sexto os Chinchilas,
em sétimo os Espaciais e em 8º lugar Os
Tubarões. Os resultados não foram aceites de bom grado e estiveram envoltos
em diversas polémicas. Desde a escolha de Os
Claves estar relacionada com
influências da família de alguns membros, à classificação das bandas das
colónias, atribuídas como manobra de propaganda política em plena guerra
colonial e desintegração do império. A ausência dos Sheiks, que nas
meias-finais foram a banda que conseguiu a maior pontuação, também deixou a
desejar. Registaram as publicações da altura:
"Houve ainda um facto que
considero desagradável e injusto: a atribuição do prémio instituído para a
melhor música yé-yé portuguesa, atribuído aos Night Stars, de Moçambique. Para
mim, seriam os Ekos a merecer essa honra, na medida em que estes apresentaram
composições de bom nível e de dicção perceptível. Ao contrário, os Night Stars
cantaram num português incompreensível, que mais parecia uma língua
estrangeira" Luís Waddington, Conjunto Mistério
"Em minha opinião, sem
desprestígio para os outros conjuntos, deveriam ser Os Rocks a ganhar. O
conjunto, ainda que não possua valores excepcionais, graças ao seu vocalista,
merecia ganhar " Zé Luís, Ekos
"Merecemos o prémio porque
tanto instrumentalmente com vocalmente tudo esteve certo! O reportório é
absolutamente actualizado com músicas que ainda não estavam à venda em
Portugal!" João Ferreira da Costa, Claves
Três anos depois do Concurso
tipo Shadows continuava-se a premiar as imitações…
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sábado, 12 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 5
Já perto do final
do ano, as eliminatórias são intercaladas com uma novidade: os concertos
estrangeiros. A aderência da parte do público aos concursos justificavam o
investimento e por isso assiste-se, no espaço de dois meses, à vinda a Portugal
de três grandes nomes da música pop-rock
internacional: The Searchers, The Animals e Cliff Richard com os Shadows.
Organizado por Vasco Morgado, os The Searchers, esse conjunto
de “aspecto lavado e nada gadelhudos”, como descreve a imprensa, tocam em
Lisboa, no Teatro Monumental, a 2 e 3 de Novembro, em duas sessões por dia, acompanhados
pelos Satins e tendo como primeira parte os Dakotas, os Sheiks
e os Ekos. “Delírio e mais delírio foi a nota sensacional deste
extraordinário espectáculo”.
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| (retirado de guedelhudos.blogspot.com) |
A 7 de Dezembro também no Teatro Monumental, apresentam-se
os The Animals, "soberbamente ferozes”,“com suas jubas,
roncos, esgares, etc. Impossível distinguir a música que tocaram”. Foi “de
ensurdecer. Ainda por cima, a juventude que formava 97 por cento do público,
nada deixou ouvir, com a gritaria infernal com que acompanhou a exibição dos
seus ídolos.” Como nota, referia a imprensa, que “antes, exibiu-se o grupo do
italiano Gino Paoli. É de uma banalidade perfeita. Não aquece nem arrefece.
Podia ter ficado em Itália".
A 11 e 12 de Dezembro, no Cinema Império é estreia, já tardia, de Cliff Richard com os Shadows."Cinco rapazes -
normais, sem cabeleiras excessivas, simpáticos, sem exuberâncias de
exteriorização, moderados sem crises patéticas de frenesi, mas extraordinários
de virtuosismo nos ritmos modernos", descrevia o Diário de Notícias de
então.
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| (retirado de guedelhudos.blogspot.com) |
No ano seguinte, no Carnaval no Monumental seria a vez
dos Les Problèmes de Luís Rego. Partindo de Portugal em
1962 com a desculpa de querer aprender a tocar guitarra, Luís Rego fixa-se em
Paris onde forma os Les Problèmes que viriam a ser a
banda de suporte de Antoine. Em 1966 são convidados
para vir tocar a Portugal mas Luís Rego, dado como desertor, é preso, apenas
conseguindo voltar a França daí a dois meses...
sábado, 4 de janeiro de 2014
' A Invasão Britânica' (1964): Parte 2
Os Sheiks tiveram origem nos Windsors, um conjunto da Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa, pouco depois de estes conhecerem Paulo de Carvalho. Formados por Carlos Mendes na guitarra ritmo, Paulo de Carvalho na bateria, Jorge Barreto no baixo e Chaby Miranda na guitarra solo, decidem então mudar o nome do conjunto. Já com uma atenção, pouco comum na altura, para o marketing, recorda Paulo de Carvalho, que se juntaram “num café na Avenida Guerra Junqueiro, o Copacabana, e cada um trouxe vários nomes. Qual era a ideia? Um nome pequeno, com primeira sílaba acentuada, e que pudesse ser lido aqui e no estrangeiro. Por isso, de entre vários nomes escolhe[ram] Sheiks". Entretanto sai Jorge Barreto e entra Edmundo Silva, vindo do Conjunto Mistério e levando o grupo mais a sério, decidem arranjar um técnico de som, Henrique Graça, e um manager, Rui César Simões.
Com o primeiro EP, editado em 1965, a chegar ao terceiro lugar do top de vendas e um contrato como banda residente da boîte O Tosco, os Sheiks começam a ser convidados regularmente para animar festas e bailes em faculdades, assim como festas particulares. Seguem-se aparições na televisão e revistas e o lançamento de inúmeros EP’s. Entre 1965 e 1966, como António Duarte no seu A Arte Eléctrica de Ser Português constata, pode dizer-se que se vivia uma sheiks-mania.
Atingindo proporções internacionais, os Sheiks viram nesses mesmos anos os seus discos serem editados em Inglaterra, Brasil, Espanha e França e em 1966 são contratados para substituir os Troggs, como banda residente do Bilboquet, um clube de jazz parisiense com boîte no piso inferior. Deste período em Paris fica um registo discográfico e um convite, que não puderam aceitar, para voltar para um concerto no Olympia e aparições na televisão.
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| (retirado de osreisdoyeye.blogspot.com) |
A partir de 1970 opta por uma carreira a solo, explorando também outras áreas artísticas. Os restantes membros prosseguem igualmente carreiras a solo.
Os Sheiks voltam, no entanto, a juntar-se em 1979, altura em que editam dois LP’s, Pintados de Fresco e Com Cobertura. Separam-se mais uma vez mas durante as décadas seguintes juntam-se ocasionalmente culminando, em 2008, num espectáculo teatral onde, de uma forma humorística, recontam as histórias da banda nos anos 60, intercalando com músicas de então.
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