quinta-feira, 2 de março de 2017
João Alves da Costa (Jets) sobre os Beatles
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Discorama (1967)
Em 1967 surge um programa de televisão dedicada à nova música portuguesa chamado "Discorama". Da autoria de Luís Andrade, Dinis de Abreu e Carlos Cruz e apresentado por este último, semanalmente apresentam novidades, sob a forma de "telediscos" realizados pela própria equipa do programa, entrevistas, reportagens e até debates. Com uma linguagem inédita, "dinâmica" e "ousada", como descreveram na altura referindo-se quer os ângulos quer aos aos movimentos de camara e montagem, foi graças ao "Discorama" que temos vídeos como este dos Jets, para a música "Let Me Live My Life":
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 6
domingo, 6 de abril de 2014
Os Anos Yé-Yé (1965-1966): Parte 2
sexta-feira, 21 de março de 2014
quarta-feira, 19 de março de 2014
sábado, 24 de março de 2012
domingo, 18 de dezembro de 2011
terça-feira, 29 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
terça-feira, 1 de novembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 31
Apesar do final de década ser fortemente marcado pela entrada de estrangeiros em Portugal, alguns tendo chegado a incorporar-se em bandas portuguesas, como o Quinteto Académico +2 ou os Jotta Herre, a imigração e a emigração continuam a ser os principais movimentos. Da aldeia para a cidade, fixam-se sobretudo em Lisboa, Porto, Braga, Aveiro e Setúbal, cada vez mais industrializadas, a viver em bairros da lata e prédios sem planeamento na Amadora, Almada, Barreiro, Maia ou Gondomar. Ergue-se a Brandoa como paradigma das construções periféricas e subúrbios sem infra-estruturas de que cheias e incêndios iriam tomar conta.
Do lado contrário, a Europa continuava a precisar de mão de obra depois da devastação da Segunda Guerra Mundial. Hospedados em bidonvilles nos arredores de Paris, ou junto às obras de outras cidades europeias, os números desta década são da ordem do milhão de emigrantes. Como consequência, Portugal assistiu a uma desertificação do interior, a uma limitação das saídas do país e a uma falta de mão de obra que levou a que as mulheres comecassem a trabalhar fora de casa.
Mas foi devido a esta internacionalização que se assistiu a casos como o dos dois irmãos do Porto, residentes na Bélgica, António e Fernando Lameirinhas, que sob os nomes de Tony e Waldo Lam ou Jess & James, formaram a JJ Band, com ex-membros dos Manfred Mann e dos Crazy World of Arthur Brown, e gravaram diversos e bem sucedidos singles e LP's. Outro caso de sucesso foi o de João Vidal Abreu, que "emigrou e fugiu a salto, da incorporação nas Caldas da Rainha, em 1967, após ter sido humilhado a cortar a sua farta cabeleira", para Espanha. Lá juntou-se aos Grimm, abrindo-os para o psicadelismo com o seu teclado e em 1970 fundou os Barrabás, banda de funk psicadélico que se tornou conhecida a nível mundial.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 28
Por esta altura, finalmente, já não se ouvia apenas os Beatles e os Shadows. Graças a antenas artesanais que captavam as rádios piratas, como a Radio Caroline, Radio England ou Radio London, que eram emitidas a partir de barcos ou plataformas abandonadas[1], podia-se ouvir as novidades que iam desde o folk ao soul passando pelo psicadelismo. Foi neste ano que surgiram Os Dolmens, da Madeira, os Xelbe 65, do Algarve, The Sheers, de Bragança, Os Lunicks, do Minho, Os Jactos, do Porto, Os Infernais, de Faro.
Mas também três das mais marcantes bandas portuguesas: os Chinchilas, que contavam na sua formação com Filipe Mendes, o Conjunto Universitário Hi-Fi, de Coimbra, que habilmente se movia dentro da estética psicadélica da costa oeste americana, e os Pop Five Music Incorporated, do Porto.
Em Lisboa, os Jets, três anos após a sua formação gravaram um EP para a editora Tecla. Com uma capa única em Portugal, de grafismo pop psicadélico, a música acompanhava-a. O seu equipamento, também único para a altura, consistia numa aparelhagem Vox, órgão de dois teclados e uma Gibson vermelha, entre muito outro material avaliado em milhares de contos. Tocavam a "15 mil escudos por actuação, ao câmbio da época, fora a dormida, alimentação e casa, durante as loucas - porque sexuais - digressões estivais (...) , meridionais coloridas e extravagantes com inglesas em desaforos sensoriais. (...) Liz e Frankie, as duas mentoras sexuais dos Jets, em 1965 (Lota, Lagos), 1966 (Ferragudo, «A Chaminé») e 1967 (Albufeira, «MCM») e introdutoras de afrodisíacos «spanish fly» (cantáridas) na vivência criativa musical e erótica", como descreveu o seu baterista João Alves da Costa. No ano seguinte, devido à incorporação militar o grupo desfez-se...
















