domingo, 5 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de maio de 2013
"Os Verdes Anos" (1960-1963): Parte 6
Com chegada anunciada nas páginas da Plateia, Victor Gomes já tinha nome e carreira feita quando regressou a Portugal. Nascido em Lisboa aos quatro anos parte para Lourenço Marques com os seus pais. Começando na sua adolescência a frequentar os bares dos cais onde trabalhava – era na altura cargueiro -, foi nessa altura que tomou contacto com os novos sons americanos, do Elvis, Little Richard e Bill Haley. “Aquela era a nossa música, e eu dançava muito bem o rock, uma coisa instintiva que aprendi nos filmes”. Inspirado, inscreve-se no concurso A Hora do Caloiro na Rádio Clube de Moçambique, com os seus Dardos, conseguindo logo ganhar o primeiro lugar. Imediatamente aclamado pela crítica, com apenas 18 anos, Victor Gomes torna-se um ídolo nacional. Percorrendo parte de África foi nessa altura contactado pelo actor Humberto Madeira que o aconselha a ir para Lisboa. Seguindo o seu conselho parte para Portugal, com apenas a morada do Café Lisboa. Aí, João Maria Tudella encaminha-o para os Gatos Negros, da Trafaria, na altura formados por José Alberto, na guitarra solo, Manuel Lixa, na guitarra ritmo, Jacinto Lixa no baixo e Quim Hilário na bateria, onde foi imediatamente aceite.
Nessa altura, já Victor
Gomes e os Gatos Negros eram conhecidos e percorriam o país em concertos
que, conforme recorda numa entrevista ao Correio da Manhã, "era[m] uma
loucura. Eu partia tudo. Todas as casas onde actuava abarrotavam de pessoas
desejosas de me tocarem. Muitas vezes fui para o camarim todo rasgado e até em
cuecas". No entanto a carreira com estes Gatos Negros foi
curta, mais uma vez devido ao serviço militar que alguns membros tiveram de
cumprir. Mas também por não terem assinado com a Valentim de Carvalho, uma vez
que Victor Gomes se recusara a cantar
versões portuguesas das músicas estrangeiras. ![]() |
| (www.cinemaportugues.ubi.pt) |
![]() |
| (retirado de guedelhudos.blogspot.com) |
quinta-feira, 7 de junho de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
sábado, 18 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
quinta-feira, 14 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
sábado, 12 de março de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 11
Apesar de os instrumentos serem caros, recorrendo-se, por isso, às mais baratas guitarras Eko e a material feito em casa, inscreveram-se um surpreendente número de vinte e duas bandas, que desde o princípio da década se vinham a formar: Victor Gomes e os seus Gatos Negros, Nelo do Twist e seus Diabos, Electrónicos, Jets, Telstars, Eddy Gonzalez e os seus Ekos, Les Fanatics, Vendavais, Tigres, 3 Jotas, Os Titãs, Daniel Bacelar e os Gentlemen, S.O.S., Lisboa À Noite, Nova Onda, Sanremo 172, Napolitano, Panteras do Diabo, Jovens do Ritmo, Mascarilhas, Juventude Dinâmica e Condores.
"A iniciativa teve outra particularidade agradável: não houve êxtase de jovens contagiados na plateia, não houve distúrbios na sala"[1]... e mais votado pelo público foi Victor Gomes e os Gatos Negros mas pelo júri elegeu o Conjunto Mistério. Foram estes que, acompanhados por Fernando Pessa, passaram uma semana em Londres, actuando na BBC e na Casa de Portugal.
Nesse mesmo mês de Setembro foi também realizado o Festival Rock e Twist no Cinema Águia d'Ouro, no Porto, que contou com a presença de Armindo Rock. Entretanto, na ilha da Madeira já se tinha formado aquele que viria a ser um dos maiores fenómenos de popularidade destes anos, o Conjunto João Paulo. E ainda no continente, em Campo de Ourique, formou-se uma das mais prolíferas bandas portuguesas, os Ekos.
terça-feira, 8 de março de 2011
“Ritmos Modernos da Nova Vaga: o rock em Portugal na década de 60” – Parte 10
Foi numa relação com o cinema que a música pop-rock conseguiu alguma credibilidade e se deu algum progresso. Os cinemas, novo espaço social que vinha a substituir os cafés como local de encontro e discussão, passaram a ser um dos locais de actuação ao vivo.
Quando a 13 de Setembro de 1963 estreia o filme Mocidade em Férias, de Peter Yates, no Cinema Roma, este é antecedido por um concerto de Victor Gomes - recém-chegado de África, e já eleito o do Rei do Twist num concurso do Teatro Monumental-, de Fernando Conde e os Electrónicos e de Nelo do Twist.
Foi neste mesmo cinema que durante esse mês e o seguinte se realizou o concurso de Conjuntos Portugueses do tipo dos Shadows em que "o conjunto eleito pelo voto do espectador terá direito, graças aos Estabelecimentos Valentim de Carvalho, a uma face de um disco comercial e o Conjunto escolhido pelo Júri a um disco comercial (2 faces) e ainda à apresentação pessoal aos Shadows, em Londres, para onde serão transportados em aviões dos TAP-BEA"[1].



















